2018

E cá estamos: 2018. A BK Lisboa conseguiu sobreviver durante quase 6 anos e o balanço é extraordinariamente positivo. Por nossa causa estão neste momento a circular nas ruas de Lisboa e noutras cidades portuguesas cerca de 1500 bicicletas novas, umas 500 usadas e quase 4000(!!) reparadas pelo homem da cave aka Chicarini
Não serão numeros à "Shark Tank", mas aqui pó estaminé serve. 

Mas tão ou mais importante é o contributo que demos e continuamos a dar à mobilidade sustentável. Recordo que a BK Lisboa existe, não porque havia vontade de abrir um negócio ultra lucrativo, mas porque começamos a usar a bicicleta como meio de transporte e quisemos partilhar a experiência, tentando aos pouco mudar hábitos das pessoas. Sim, tu que sem te dares conta trocaste o carro pela bicicleta, foste vitima da conversinha do vendedor. Aquelas dicas do "mas se não tem tempo porque é que não pega na bicicleta, quando vai comprar pão" ou o "sim claro é só para passear, mas convém ter algum cesto para cargas ou uma cadeirinha para a criança", são tudo menos inocentes.  

Outro aspecto positivo deste trabalho é o tipo de cliente que temos pela frente. Já trabalhei em várias áreas (das telecomunicações ao imobiliário) e há uma diferença abismal no comportamento, nos laços que se criam entre as duas partes. Nestes ultimos 6 anos fico com a sensação de que é só pessoal porreiro. Sim tivemos um ou outro stress que se resolveu, mas 99% dos nossos clientes tiveram uma postura impecável comigo. E eu não sou aquele vendedor boneco de sorriso à Joker, mas também não sou aquele vendedor de barba rija que te recebe de palito na boca e cara de poucos amigos. A bicicleta também faz magia neste campo. 








"O dinheiro não compra felicidade. Mas compra uma bicicleta, que é quase a mesma coisa!" :)


Continuando

A nossa oferta tem mudado um pouco. As bicicletas dobráveis estavam injustamente mal representadas, o que não fazia sentido nenhum porque mais de metade das nossas vendas eram e são dobráveis. É certo que os preços variavam entre os 200 e os 300. Mas se alguém quisesse algo melhor, simplesmente não havia. Por isso no ultimo trimestre de 2017 renovamos o site e inicamos a representação das principais marcas mundiais: Dahon, Tern e Bickerton (2018) Com as bicicletas vieram também os acessórios, componentes e assistência técnica garantida e certificada. 



2017 foi também um excelente ano para a Veli a nossa marca de mini velo's, que é produzida aqui na oficina desde 2014. Actualmente conta com + 3 pontos de distribuição para além da BK Lisboa: Porto (Velo Culture), Irlanda (Rothar.ie) e Holanda (Florismoo.nl)
Por falar em mini velo's foi também criado um blog dedicado a mini bikes e dobráveis (minivelocentral.com) onde falamos das marcas e modelos que representamos, mas também de outras referências no mercado. 


Notas finais

2017 foi também o ano do "ponto de viragem" nas politicas de mobilidade sustentável. Puseram-se em prática planos antigos, nomeadamente em Lisboa e finalmente temos a nossa rede de bicicletas partilhadas, produzida em Águeda pelos nossos amigos da Órbita. A bicicleta é cada vez mais uma necessidade, um estilo de vida, uma moda para as empresas de publicidade, etc. Ninguém quer ficar de fora. Já perdi a conta aos inumeros pedidos para alugueres de bicicletas ou restauros para decorar montras. Incluive um em especial que nos deu também bastante orgulho em preparar, na área da ficção nacional e que pode ser o clique que faltava para quebrar preconceitos de milhões de portugueses em relação à bicicleta como meio de transporte. Ou então estou demasiado optimista :))
Os nossos clientes também vêm cada vez mais "sem medos nem rodeios" e já assumem que querem uma bicicleta para ir para o trabalho. 

Esperamos continuar aqui por muitos mais anos, pelo menos os suficientes até Lisboa ser finalmente devolvida às pessoas. 

um excelente ano e obrigado por nos seguires :)

Diogo


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